Os telemóveis passam para a primeira fila, as filas encurtam e um hábito familiar começa a desaparecer.
A partir de 12 de novembro de 2025, a Ryanair deixará de aceitar cartões de embarque em papel e passará a operar totalmente em formato digital. A mudança assenta na aplicação myRyanair e em códigos QR na porta de embarque. A companhia apresenta a medida como mais rápida, mais barata e mais ecológica. Continuará a ser possível emitir gratuitamente uma impressão de reserva no aeroporto se o telemóvel falhar. A maioria dos clientes já embarca com o telemóvel.
O que muda a 12 de novembro
A Ryanair tornará o embarque móvel a opção predefinida, e não apenas uma alternativa. Todos os passageiros terão de abrir a aplicação myRyanair, recuperar a viagem e apresentar um passe digital no controlo de segurança e na porta de embarque. O passe inclui detalhes do voo, lugar e atualizações. Alterações de porta e atrasos serão enviados para o seu telemóvel em tempo real.
A partir de 12 de novembro de 2025, a Ryanair passa a embarque exclusivamente digital em toda a sua rede.
O passe surge como um código de barras ou código QR que os agentes fazem a leitura. Os aeroportos já utilizam os mesmos leitores para a maioria das transportadoras, pelo que o processo é familiar. A empresa aponta para filas mais curtas, menos erros de documentação e menos desperdício de papel. Também reduz custos de impressão e de pessoal na área de check-in.
A companhia afirma que 85% a 90% dos clientes já usam passes móveis, o que tornou realista a mudança total.
Porque é que a companhia está a fazer isto
Destacam-se três motivações. A rapidez no aeroporto é importante, sobretudo nas horas de maior afluência. O papel cria fricção quando as pessoas perdem as impressões ou mostram a página errada. Reduzir papel também elimina toneladas de resíduos de utilização única todos os anos. Por fim, a aplicação torna-se um centro para extras, avisos de perturbações e alertas que reduzem voos perdidos e a necessidade de assistência manual.
Como funcionará o embarque na prática
- Faça o check-in na aplicação myRyanair assim que o seu voo abrir para check-in.
- Guarde o cartão de embarque dentro da aplicação. Se estiver disponível, adicione-o também à carteira do seu telemóvel.
- Mantenha o código QR pronto, com o brilho do ecrã alto, para leitura no controlo de segurança e na porta de embarque.
- Esteja atento às notificações sobre alterações de horário ou de porta enquanto estiver no terminal.
Se o seu telemóvel se perder, ficar sem bateria ou avariar no dia, a assistência no aeroporto imprimirá um passe temporário sem custos.
Sem telemóvel, bateria fraca ou falha da aplicação?
Ainda tem opções. A Ryanair diz que nenhum passageiro será deixado para trás por causa de um telemóvel sem bateria. Dirija-se ao balcão de assistência da companhia e peça uma impressão temporária. Prepare também um plano de reserva pessoal: guarde uma captura de ecrã do código QR, adicione o passe ao Apple Wallet ou Google Wallet e descarregue a viagem para uso offline antes de sair de casa.
Leve uma pequena power bank na sua bagagem de cabine. As regras de aviação exigem que as power banks permaneçam na bagagem de mão, não na bagagem de porão. A maioria das companhias permite baterias até 100 Wh sem aprovação prévia. Assim mantém o telemóvel ligado durante atrasos e ligações.
O que isto significa para famílias, grupos e viajantes menos conectados
Um telemóvel pode conter vários passes dentro da aplicação myRyanair, o que ajuda pais a gerir uma reserva familiar. Na porta, apresente cada passe por ordem. Para viajantes mais velhos ou sem smartphone, um acompanhante pode guardar os passes de todos num único dispositivo, ou podem pedir um passe impresso no balcão do aeroporto no dia da viagem.
Tenha em conta necessidades de acessibilidade. A aplicação e os formatos de carteira suportam texto grande e leitores de ecrã na maioria dos telemóveis modernos. Se isso não for confortável, o pessoal do aeroporto pode ajudar a abrir o código ou emitir a impressão temporária.
Privacidade e a próxima vaga de viagens digitais
O embarque móvel é um passo rumo a credenciais digitais de viagem mais abrangentes. Organismos internacionais como a ICAO estão a testar normas que combinam passes digitais com verificações biométricas para reduzir estrangulamentos na segurança e no embarque. Os aeroportos estão a implementar portas com correspondência facial, normalmente com opções de recusa e ecrãs de consentimento. É expectável haver mais testes na Europa e nos EUA nos próximos dois anos.
Isto levanta questões importantes: onde os dados são armazenados, quem pode aceder-lhes e durante quanto tempo ficam guardados. Companhias aéreas e aeroportos publicam avisos de privacidade para estes programas. Leia as secções sobre retenção de dados e partilha com terceiros antes de aderir. Se preferir, pode continuar a viajar com verificações clássicas de identificação.
Antes e depois, num relance
| Processo | Antes de novembro | A partir de 12 de novembro de 2025 |
|---|---|---|
| Formato do cartão de embarque | Papel ou móvel, consoante a preferência do viajante | Passe móvel apenas via aplicação myRyanair |
| Onde o obter | Impressora em casa, PDF por e-mail ou aplicação | Aplicação myRyanair, com suporte de carteira e código QR |
| Alternativa se a tecnologia falhar | Imprimir em casa ou pedir ajuda no aeroporto | Passe impresso temporário no balcão de assistência no aeroporto, gratuito |
| Tempo de fila | Mais longo nas horas de ponta, mais verificações de documentos | Leituras mais rápidas, menos verificações manuais |
| Impacto ambiental | Elevado uso de papel | Papel reduzido a casos excecionais |
Dicas práticas para evitar stress de última hora
- Faça o check-in assim que a janela abrir e guarde o passe na carteira do seu telemóvel.
- Tire capturas de ecrã do código QR para o caso de a aplicação ou o Wi‑Fi falharem.
- Carregue os dispositivos antes de sair e leve uma power bank aprovada para cabine.
- Ative as notificações na aplicação myRyanair para alterações de porta e atrasos.
- Mantenha passaportes e vistos à mão; o embarque digital não substitui verificações de documentos.
- Chegue cedo se viajar em grupo para que cada passe possa ser lido com calma.
O que não muda
Continua a precisar de um documento de identificação válido e dos vistos exigidos. A polícia de fronteira e os agentes da companhia podem realizar verificações manuais mesmo com um passe digital. Algumas rotas podem exigir verificação de documentos no balcão antes de o passe ativar. As regras de entrega de bagagem mantêm-se: se despachou uma mala, terá de ir ao balcão de bagagem com o seu passe digital e o seu documento de identificação.
Mudança mais ampla no setor e o que observar a seguir
A maioria das grandes companhias aéreas já fez com que o embarque móvel ultrapassasse a fasquia de 50% nas suas redes. As low-cost avançaram mais depressa devido à escala, à adoção de aplicações e à pressão de custos. Os aeroportos atualizaram leitores e portas para ler códigos de telemóvel de alto contraste de forma fiável, mesmo com ecrãs rachados. É expectável que mais companhias definam datas de transição para eliminar o papel até 2026.
Duas tendências a acompanhar: credenciais digitais de viagem que ligam a sua identidade a um token seguro no telemóvel, e verificação facial baseada em consentimento na segurança e no embarque. Ambas podem tornar os fluxos mais suaves, sobretudo em grandes hubs. Também aumentam a pressão sobre as companhias para melhorar a fiabilidade das aplicações e sobre os aeroportos para fornecer Wi‑Fi robusto e pontos de carregamento em todas as portas.
Contexto extra para viajantes experientes
Prepare-se para fraca conectividade. Muitos terminais ainda têm Wi‑Fi irregular. Guardar o passe offline evita corridas de última hora. Se usar Apple Wallet ou Google Wallet, teste o passe na entrada da segurança; os passes na carteira muitas vezes são lidos mais depressa do que os códigos dentro da aplicação.
Cuidado com phishing. Uma maior dependência da aplicação abre espaço a notificações falsas. Consulte referências de reserva apenas dentro da aplicação oficial. Não partilhe códigos QR nas redes sociais; o código pode expor a sua reserva a uso indevido. Estes hábitos mantêm a conveniência sem acrescentar risco.
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