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O Lidl vai lançar para a semana um gadget aprovado por Martin Lewis, perfeito para ajudar as famílias a enfrentar o inverno.

Mulher ajusta humidificador em mesa, enquanto criança usa smartphone no sofá.

A primeira noite verdadeiramente fria sabe sempre ao mesmo: estás a olhar para o termóstato e a fazer contas. Ligar o aquecimento “para a casa toda” ou aguentar mais um bocado com camisola e manta?

Para a semana, o Lidl volta a apostar num daqueles aparelhos do corredor do meio que prometem uma solução simples: calor rápido, só onde faz falta. E o Martin Lewis (conhecido no Reino Unido por falar de poupança) já deu o “aval” à ideia - com uma condição: usar bem, com expectativas realistas.

O novo gadget de inverno do Lidl de que toda a gente fala

O Lidl está prestes a lançar um aquecedor elétrico compacto, pensado para aquecer uma divisão de cada vez (ou uma “zona”: secretária, sofá, quarto), em vez de puxar pelo aquecimento central o dia inteiro.

O ponto não é “eletricidade é sempre mais barata” - muitas vezes não é. A lógica é outra: mesmo que a eletricidade custe mais por kWh do que o gás, o total pode sair mais baixo se aqueceres menos espaço e por menos tempo.

Uma regra rápida para não seres apanhado nas contas:

  • Custo por hora ≈ potência (kW) × preço do kWh.
    Ex.: um aquecedor de 2.000 W (= 2 kW), a 0,25 €/kWh, custa ~0,50 €/hora.
    Um de 1.000 W custa ~0,25 €/hora - mas aquece mais devagar.

É esta nuance que o Martin Lewis costuma sublinhar: não é “um é bom e o outro é mau”; é o que faz sentido para o teu uso real, hora a hora.

Como usar o aquecedor do Lidl de forma inteligente (e não ser apanhado)

A estratégia que costuma funcionar é escolher uma “zona quente” e manter-te nela: escritório, sala, quarto ao fim do dia. Fecha a porta, baixa estores/cortinas ao anoitecer e reduz correntes de ar (vedantes simples ou até uma toalha enrolada junto à frincha da porta ajudam).

O erro clássico é tentar aquecer “a casa toda” com um aparelho pequeno, com portas abertas. Resultado: conforto fraco e consumo a subir.

Para usar com cabeça, pensa em três coisas: tempo, potência e perdas.

  • Define um limite de tempo (temporizador ajuda). Pré-aquece 15–30 min e depois reduz/desliga se já estiver confortável. “Ligar e esquecer” é o que estraga a poupança.
  • Escolhe a potência certa: 500–1.000 W pode chegar para um canto de trabalho; 2.000 W aquece mais depressa, mas penaliza logo a fatura.
  • Não ignores a humidade: se só aqueces uma divisão e o resto fica gelado, pode haver mais condensação. Areja 5–10 min/dia e evita secar roupa dentro de casa (ou usa desumidificador quando fizer sentido).

Segurança (vale mesmo a pena ser picuinhas):

  • Mantém distância de tecidos e móveis (idealmente ~1 m) e nunca tapes o aparelho.
  • Evita extensões e réguas sobrecarregadas; liga direto a uma tomada em bom estado.
  • Não uses na casa de banho a menos que o aparelho seja adequado para zonas húmidas (proteção/IP indicada pelo fabricante).

A ideia “aquecer a pessoa, não a casa” pode fazer sentido: manta, roupa quente e um aquecedor pontual podem permitir baixar o aquecimento geral sem passar frio.

Não é sobre sofrer. É sobre gastar energia onde ela te dá mais conforto.

O que este pequeno lançamento do Lidl diz, afinal, sobre o inverno de 2024

O interesse por um aquecedor barato de supermercado diz muito sobre o momento: mesmo com oscilações nos preços, muita gente vive com margem curta e tenta evitar “surpresas” na fatura.

Este tipo de gadget não resolve tudo - e há alternativas que, em muitos casos, aquecem com melhor eficiência (por exemplo, um ar condicionado inverter/bomba de calor bem dimensionado). Mas para quem precisa de calor localizado, já, pode ser uma ferramenta prática: menos tempo de aquecimento geral, mais controlo e menos ansiedade.

Também pode servir de gatilho para melhorias pequenas que costumam compensar em Portugal:

  • vedantes anti-corrente e tapetes em zonas frias;
  • cortinas mais espessas/estores fechados à noite;
  • ajustar rotinas (aquecer só quando há gente na divisão).

No fim, a pergunta útil deixa de ser “posso aquecer a casa toda?” e passa a ser: “onde preciso mesmo de conforto, e por quanto tempo?”

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Abordagem validada por Martin Lewis Aquecer uma divisão (ou a pessoa) em vez da casa inteira, quando faz sentido Mais controlo do consumo, sem perder conforto
Aquecedor económico do Lidl Aquecedor compacto, pensado para uso pontual Opção acessível para “zonas” específicas
Hábitos que evitam surpresas Porta fechada, tempo limitado, potência ajustada e cuidados de segurança Menos desperdício e menos risco

FAQ:

  • Pergunta 1 O que é exatamente o novo gadget do Lidl de que toda a gente fala?
    É um pequeno aquecedor elétrico para aquecer uma única divisão ou “zona” (secretária, sala, quarto), não uma solução para a casa toda.
  • Pergunta 2 O Martin Lewis recomendou mesmo este aquecedor específico?
    Ele tende a defender o conceito (aquecimento direcionado) e não tanto modelos concretos de supermercado. A recomendação depende sempre da potência, do uso e do preço da tua energia.
  • Pergunta 3 Isto vai poupar-me dinheiro na fatura de energia?
    Pode poupar se substituir horas de aquecimento geral por aquecimento curto e localizado. Se fica ligado muitas horas na potência máxima, a poupança desaparece.
  • Pergunta 4 É seguro deixar um aquecedor pequeno ligado enquanto durmo?
    Em geral, não é boa prática deixar aquecedores portáteis ligados sem vigilância. Mais seguro: pré-aquecer o quarto, desligar antes de dormir e usar roupa de cama/roupa quente.
  • Pergunta 5 Devo correr para o Lidl no dia de lançamento ou esperar por avaliações?
    Se o orçamento é apertado, confirma potência (W), proteções (sobreaquecimento/anti-queda) e devoluções/garantia antes de comprar. Se sabes que precisas de aquecimento pontual e o preço faz sentido, pode valer a pena - estes artigos por vezes esgotam.

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